quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Pessoas queridas,

vão até o blog do Nelson (clicando aqui) e leiam o conto “Sax, flauta e cavaquinho” enquanto eu faço o estudo dirigido de biofísica.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

O acesso de riso do dia

Recebi por e-mail um "convite" de um ex-professor para o curso de especialização Gramática e Ensino de Língua Portuguesa.

Infindável é a misericórdia do Senhor

Hoje, em uma conversa telefônica, usei alegre e espontaneamente a palavra "escrutínio".

Regozijai-vos, ainda há lugar para mim entre os alfabetizados.
Seis provas nos próximos dez dias! A Convenção de Genebra não diz nada a esse respeito?!?!?!?!?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

"Ah, meu amor, não tenhas medo da carência: ela é o nosso destino maior."

C.L.

domingo, 2 de dezembro de 2007

“As I always say, if it's not baroque, don't fix it!”

Finalmente consegui assistir à Bela e a Fera.
Mais fácil perguntar em que partes eu não chorei.

...

Tá, uma curiosidade importante, eu realmente preciso perguntar:
Naquela cena
- I want to do something for her... but what?
- Well, there's the usual things: flowers... chocolates... promises you don't intend to keep...

Todo mundo automaticamente pensa na biblioteca, certo? É o óbvio,... não é?

sábado, 1 de dezembro de 2007

E finalmente Jim Caviezel e seu private Witt

Tentei, mas não consigo fazer um post sobre ele.
Aqui, um link para o You Tube com a seqüência-clímax do personagem. Se por acaso você não viu o filme, mas pretende vê-lo, não assista a esse trecho, é tremendamente spoilerish.

O filme (The Thin Red Line, Terrence Malick, 1998) é um pouco cansativo, mas é muito bom. Acho essa seqüência especialmente bonita, mas tem que conhecer o personagem para entendê-la. Gosto do jeito como ela foi feita, porque aquilo é mostrado sem vaidade e a questão não é enobrecer a atitude do soldado, mas mostrar que no fim ele entendeu o que precisava entender.

...

Ou não. Ou serve apenas para mostrar que nada faz sentido.

Da Série Dialogos com meu ex-ogro consorte ou Há coisas nele que eu sempre vou amar

Ainda no mesmo telefonema, ele me contou algo que, segundo ele mesmo, não deveria me contar:
- Tenho tido um sonho recorrente. É assim: sonho que estou sendo morto. O jeito varia, tiro, facada, etc. Mas sempre, enquanto estou morrendo, só consigo pensar que preciso ligar para ti.

É, eu sei, não é algo que se ouça impassível, mas não vou comentar isso aqui. As coisas (as pessoas, na verdade) são o que são. E vão continuar assim. Sem novidade no fronte.

Só conto isso porque a partir daí ele mesmo inventou uma história que bem poderia ser um curta ou um conto. É assim:
A velhinha vai atender a porta, é a Morte:
- Bom dia, minha senhora, vim buscar o pedaço da alma de Fulano.
- Hein?
- Fulano, foi seu namorado. A senhora ficou com um pedaço da alma dele. Estou levando-o embora, então preciso dessa parte também.
A velhinha, naturalmente, não se lembra de onde deixou o pedaço de alma e a história continuava com a Morte e a velhinha revirando a casa da última atrás dele. O curta/conto acaba com o velhinho Fulano curtindo a vida; graças à bagunça da velhinha, a Morte nunca conseguiu encontrar o que precisava.

OBS

Antes que alguém venha me corrigir, querendo me ensinar a diferença entre história e estória, já adianto que o uso do termo é sempre proposital.

Da Série Dialogos com meu ex-ogro consorte ou In the rabbit hole

No desespero de um efetivo contato humano, i.e., na necessidade de se comunicar com um ser de espécie semelhante, liguei para ele. Não me recrimine, bem ou mal ele ainda é um dos meus melhores amigos. Sempre foi e nunca vai deixar de ser. Porque ele é uma daquelas pessoas que conseguem me fazer rir e que têm paciência para me deixar chorar e, principalmente, porque ele entende o que eu digo, o que eu achei que era totalmente corriqueiro e de repente descobri que não, que entender o que eu estou dizendo pode ser surpreendentemente difícil.

É uma sensação estranha, não? Você está conversando sobre alguma coisa e começa a se dar conta de que as outras pessoas não estão entendendo o que você está dizendo. Como... não sei ao certo... como se você falasse uma espécie de híbrido, um portunhol, digamos assim. Uma parte do que você diz é na mesma língua dos demais, mas uma parte não é, e essa as pessoas simplesmente não conseguem entender. É muito, muito estranho ter que modular seu vocabulário para se fazer entender (eu sei que isso soa terrivelmente arrogante, mas não é... não, peraí, sim! Isso É terrivelmente arrogante, and so what?! Foda-se!), mas principalmente: isso é tremendamente cansativo! É incrível, mas se comunicar cansa e você simplesmente começa a se entendiar de tudo a ponto de pensar em desistir: “se comunicar para quê mesmo?” [há exceções, meus amores, há exceções. Porque o Universo (ou Deus, ou chame do que quiser, para mim não faz a menor diferença) é legal comigo mesmo que eu seja uma baita chata, ingrata e reclamona.]

Mas não era sobre isso que eu queria falar. Está difícil entrar no assunto. O fato é que a gente conversou sobre várias coisas importantes e pelo menos deu para aliviar um pouco essa sensação ruim. E deu para falar bobagem e pensar sobre coisas que achei interessantes, aqui está uma delas:

Ele me contou que, conversando com uns amigos, surgiu a pergunta "que personagem de filme você queria ser?" (tá, você vai achar que a pergunta é idiota, mas é divertido, vai.) E ele respondeu que queria ser o personagem do Jim Caviezel no Além da Linha Vermelha. Todos os amigos escolheram personagens que "comiam a gostosona" do filme. Não preciso prosseguir com nenhuma reflexão aqui, preciso? Se você é uma das pessoas que conviveu com meu ex-ogro consorte sabe o tom irônico/amargo/desiludido com que ele fez seus comentários. Até aí nada demais. É que pensando nessa idéia de "identifique-se com um personagem" não fiquei pensando propriamente em filmes, mas em contos de fadas – porque foi um assunto que havia surgido entre meus amigos da medicina.

Então, quem é você nos contos de fadas, ou qual seu conto de fadas favorito? Quando eu era bem pequena (por volta dos três anos), minha historinha preferida era Os Três Porquinhos (um triunfo da inteligência sobre a força bruta?), mas logo que eu cresci um pouco, meu conto de fadas preferido se tornou Alice no País das Maravilhas. Não o filme da Disney propriamente. Era um daqueles LPs coloridos que em vez de música traziam historinhas, eu tinha vários. Alice era um deles e eu sabia todo de cor. Dos contos de fadas, de longe esse era o meu preferido.

A questão é que Alice não é propriamente um conto de fadas, é? Achei divertido e me peguei pensando no que isso diz a meu respeito...
Alice não tem Príncipe Encantado, nem Fada Madrinha. Ninguém vai salvá-la, ninguém vai lhe dar recursos além dela mesma. "Eu sou Alice e estou à procura do coelho branco" - ela dizia umas mil vezes no disquinho. É movida pela própria curiosidade que ela vai atrás do "coelho branco" e é por isso que ela cai no País das Maravilhas. Não há maldição de bruxa, ela está lá inteiramente por "culpa" sua. Sozinha, ela precisa fazer algum sentido daquele mundo. Alice me parece basicamente uma história sobre tentar compreender. Sobre aprender o suficiente para "encontrar o coelho branco". Mais interessante é que no final a gente descobre que tudo aquilo não era senão um sonho dela e o que parece ser uma busca "no mundo" é na verdade uma busca que ela empreende dentro dela mesma. Uma bela alegoria sobre o auto-conhecimento?
Gostei de pensar que sim, mas não posso deixar de me dar conta de uma coisa: essa é uma história tremendamente solitária, não é? E Alice não termina "feliz para sempre".

Antes de tudo

Se eu não posso explicar, não consigo me comunicar. Não consigo escrever aqui, porque não consigo refletir. Talvez não pareça, mas eu basicamente explico o mundo para mim mesma. Ajuda na comunicação com as pessoas (não atualmente, atualmente nada mais ajuda), mas antes de tudo, me ajuda a criar um mundo na qual eu mais ou menos consiga me mover (não mais, agora está se tornando impossível).
Provavelmente eu também não deveria estar explicando isso, mas, por mais que eu me esforce, não posso deixar de ser eu.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

E de novo

Porque eu sou professora, então aprendi que é bom a gente explicar uma coisa cinqüenta vezes, de cinqüenta maneiras diferentes para que todos os cinqüenta(???) alunos entendam.

É assim:
A maioria das crianças gosta de brincar de pega-pega. Você prefere brincar de esconder. Todo mundo brinca de pega-pega, então você participa meio de canto, mas brinca junto, afinal é a brincadeira preferida de todo mundo. Um belo dia, brincando de outra coisa sozinha no pátio da escola - coisa que você tem o hábito de fazer - você descobre que mais alguém que brincava de pega-pega também prefere mesmo é brincar de esconder.

Paro aqui, um pouco abruptamente, porque melhor do que essa eu não vou encontrar.

E deixo vocês com a imagem de duas crianças sorrindo.

Esse post será confuso

E provavelmente inacreditável. Não faz mal. É mais ou menos assim:

Você joga xadrez, mas é uma espécie de Xadrez Próprio. A média humana joga outro tipo de xadrez, tipo esse cujas regras você não entende (e muito menos domina), o que torna você uma péssima jogadora de Xadrez da Média Humana. Muito raramente você encontra uma pessoa que também joga Xadrez Próprio (parêntese importante: cada Xadrez Próprio é individual, o que se descobre é que certas regras são comuns e que é relativamente fácil se adaptar àquelas que não são) e é muito, muito legal.

O fator complicador dessa história é o seguinte:
Acostumados a viver no Mundo da Média Humana, todos os jogadores de Xadrez Próprio tendem a interpretar os movimentos dos demais como movimentos de Xadrez da Média Humana. Resulta disso que jogador de Xadrez Próprio A pensa que deve jogar Xadrez da Média Humana com jogador de Xadrez Próprio B, e vice-versa, quando, na verdade, ambos apreciam mesmo é Xadrez Próprio, mas enxergam tudo como Xadrez da Média Humana por força das circunstâncias. A explicação está péssima, né?

Vou tentar de novo.

Não se apeguem aos idiomas escolhidos, mas à metáfora. (Oi, metáfora)
Imagine que você está na Tailândia e conhece uma pessoa. Você só sabe português e inglês e imagina que a pessoa em questão fala tailandês. Durante algum tempo, vocês provavelmente tentarão se comunicar em inglês imaginando que esse é um idioma comum para ambos, já que tanta gente fala inglês. Mas o inglês não é sua língua nativa, nem a da outra pessoa. Imagine agora quantas dificuldades de compreensão mútua, quantos erros de interpretação, quantas palavras equivocadas serão trocadas. Mas, tudo bem, vocês se conformam, afinal de contas esse é o idioma disponível. Qual não é a sua surpresa, então, quando você vê a pessoa atender o telefone e falar... espanhol! Sim, vocês continuam tendo idiomas nativos diferentes, mas agora é tão mais parecido! E vocês têm a vantagem de não precisarem optar pelo inglês simplesmente porque essa é a língua que todo mundo fala! Não é infinitamente mais divertido?

...

Hummm, não tenho muita certeza se eu consegui expressar o que eu queria, mas enfim... eu avisei que o post era confuso; não me aporrinhem, que eu ando com a paciência de um bulldog gripado!

Depois, quando eu digo que o Universo cuida bem de mim, as pessoas pensam que eu sou uma esquisotérica deslumbrada

Ganhar um presente é bom.
Ganhar um presente inesperado é ainda melhor.
ESSAS são as coisas que realmente me importam.

Férias

Meu senso de humor já foi na frente, disse que eu alcanço ele depois.
Tá faltando energia até para fazer de conta que tá dando para levar. Os sistemas vão colapsando um por um, é uma delícia. Quando é que vai chegar no respiratório ou no cardiovascular, hein? Hein? Hein? Pleeeeeeeeease!

Somebody shoot me already!

sábado, 24 de novembro de 2007

Da série Diálogos

Conversando com a minha mãe sobre pós-modernidade e pós-colonialismo:
- Viu só, até que eu continuo inteligente.
- É, apesar da medicina.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Alguns processos delicados devem ser deixados acontecendo em silêncio. Lentamente.
Vou me repetir isso muitas vezes ainda. Não como um mantra, mas como uma canção de ninar.
"O que nos salva da solidão é a solidão de cada um dos outros. Às vezes, quando duas pessoas estão juntas, apesar de falarem, o que elas comunicam silenciosamente uma à outra é o sentimento de solidão."

C.L.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Post com instruções

(Esse post deve ser lido com a maior doçura possível, numa voz gentil, quase sussurrada. Não, não me entenda mal, não é um sussurro de insinuação, não. Nada de malícia. Esse post deve ser lido com a voz que se usaria com uma criancinha muito pequena, que ainda não entende bem as palavras. Com a voz de uma pessoa que conhece muitas formas de amar, e não uma única. Sussurro para acarinhar um bichinho ferido e assustado.)

Sim, eu sei, alguns processos delicados devem ser deixados acontecendo em silêncio. Lentamente.
Porque às vezes o contato só é possível à distância. E a doçura só se expressa na ausência.
Porque, às vezes, o máximo de carinho que se pode ter é o calor de uma mão estendida em direção à outra.

E é o suficiente.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Citação roubada lá da Giorgia

"É preciso estar sempre embriagado. (...). Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se."
Charles Baudelaire

(Na falta das outras duas - hic! - a gente fica com álcool.)


(Para ler a Giorgia? Clique aqui.)

Gente Inconveniente

Professor de Bioquímica perguntando diante da turma toda (roda pedagógica cretina, sabe?) qual era a marca do meu sabonete e se eu tomava banho para ficar "cheirosinha e gostosinha para o namorado". Na aula que vem é a cor da minha calcinha? A marca do absorvente?
Senhor Professor de Bioquímica, com todo o respeito, vá tomar bem no meio do seu "cú".
Pela atenção, obrigada.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Quando a minha alma diz "Independência ou morte!", é uma ameaça, não uma exortação.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Final do semestre

Cinco semanas, nove provas, duas olheiras, trezentas e vinte cinco xícaras de café e trezentas e vinte seis pastilhas de anti-ácido.

Prioridade: manutenção dos sinais vitais.
"Um revólver é um grande argumento,
mas um fuzil é uma verdade científica."
Malvados é uma luz na escuridão.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Da Série Coisas que eu gostaria de ter escrito

"Pamela Anderson cobrou 250 mil dólares por uma noite de sexo. Imagina quanto ela cobraria pra assistir a um filme do Bergman."

Mas quem escreveu foi ele.

(E eu que assisto Bergman de graça e com quase qualquer um?!?!?!?! Meu deus, eu sou repulsiva!

- Eu sei muito bem onde tu estavas! Era "O Sétimo Selo não era"?!?! Eu sei que era! Eu pensava que podia confiar em ti!
- Perdão! Perdão! Foi um erro! Eu estava bêbada e ..."Morangos Silvestres", entende?)