"O nosso querido Cláudio Luiz Ribeiro, da primeira turma do curso, nos lembrou que prazer não está obrigatoriamente ligado à arte. Nem sempre é prazeroso criar uma obra de arte. E o Cláudio Luiz tem sempre razão. Que o diga Camille Claudel. E nem sempre é prazeroso vê-la. Quem já viu a Guernica ao vivo e a cores, sabe do que eu falo. Não dá prazer. Dá medo. Dá raiva. Dá vontade de sair correndo e salvar a vida do seu filho, e só dali umas 4 quadras você se dá conta que não tem filhos e que roubou o filho duma turista alemã."
Mas quem escreveu foi ela.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
Amém, Gonzaguinha!
Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
E a vida?
E a vida o que é diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem da segundo,
Há quem fale que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do Criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer;
Ele diz que a vida é viver;
Ela diz que o melhor é morrer,
Pois amada não é
E o verbo sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita
E a vida?
E a vida o que é diga lá, meu irmão?
Ela é a batida de um coração?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida?
Ela é maravilha ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é, o que é meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem da segundo,
Há quem fale que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do Criador
Numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer;
Ele diz que a vida é viver;
Ela diz que o melhor é morrer,
Pois amada não é
E o verbo sofrer.
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der ou puder ou quiser
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita e é bonita
Viver e não ter a vergonha de ser feliz
Cantar.. (E cantar e cantar...) A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei... (Eu sei...) Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita e é bonita.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Sim
Eu preciso desse tempo aqui, em silêncio. Porque é ótimo jantarchurrascoamigosecreto(ganhei cremes perfumados, tão bom!)festadenatal, e eu gosto muito, realmente gosto muito de todas essas pessoas. E ontem foi especial, porque ontem ela me abraçou, e ela está com uma barriga linda!, e eu sabia que estava ganhando dois abraços ao mesmo tempo. Mas, desculpem, é um bocado de esforço tudo isso tantas vezes. E eu preciso desse tempo aqui, para meditar, para escrever, para tentar fazer sentido, para cicatrizar um pouco, para descansar outro tanto. Preciso finalmente me sentir cansada e parar o reflexo de me defender de tudo. Provavelmente a melhor coisa seria voltar para os braços das pessoas do “meu mundo”. Mas não agora. Preciso de tempo, o meu tempo. Preciso que a vida ganhe de novo o meu ritmo, o meu jeito, preciso colocar muitas coisas no papel, preciso tirar outras tantas dele. Preciso, sim, das pessoas que eu amo, mas não imediatamente. Preciso antes daquele espaço. Aquele espaço dentro de mim que ficou dolorido demais. Preciso daquele silêncio que sobra quando as pessoas todas estão fora de casa. Preciso de um pouco de música, mas não tanto que ocupe o lugar que eu tenho que reencontrar. Preciso conciliar as várias coisas dispersas que se espalham pelo chão quando eu penso demais. Preciso perdoar muitas coisas e ficar braba com outras tantas e nunca perder de vista o que eu sou capaz de fazer, porque isso é ainda mais importante do que o que eu vim buscar.
Foi um ano difícil.
E ainda assim eu tenho tanto para agradecer.
Foi um ano difícil.
E ainda assim eu tenho tanto para agradecer.
Cara, que pérola isso aqui!
"Mestre Delih Responde
Mestre,
Serei bem objetiva: não sou bonita. E embora não me lamente nem me faça de vítima, pois sei que tenho diversos outros talentos que não a beleza, gostaria de saber sua opinião sobre o assunto. Então responda sinceramente: beleza é fundamental?
Joana
Cara Joana,
Uma coisa é certa: as pessoas bonitas tendem a ser melhor tratadas e a receber mais atenção por parte de todos. Isso é um fato. E acontece desde a mais tenra infância. Portanto, num certo sentido a vida é mais fácil, sim, para as pessoas belas. Entretanto, justamente porque a existência é mais áspera para aqueles desprovidos de beleza, eles tendem a desenvolver outros talentos, a ser pessoas mais questionadoras e portanto mais agudas de pensamento do que os muito belos. E neste ponto você deve estar se perguntando: será verdade que o Mestre Delih está escrevendo um texto na linha Polliana? Ao que eu respondo: não estou, não. Porque não se iluda: as pessoas bonitas são indiscutivelmente mais felizes.
Mestre Delih
Está chupando limão."
Na recém encontrada fonte de alegria Uma Dama Não Comenta.
Mestre,
Serei bem objetiva: não sou bonita. E embora não me lamente nem me faça de vítima, pois sei que tenho diversos outros talentos que não a beleza, gostaria de saber sua opinião sobre o assunto. Então responda sinceramente: beleza é fundamental?
Joana
Cara Joana,
Uma coisa é certa: as pessoas bonitas tendem a ser melhor tratadas e a receber mais atenção por parte de todos. Isso é um fato. E acontece desde a mais tenra infância. Portanto, num certo sentido a vida é mais fácil, sim, para as pessoas belas. Entretanto, justamente porque a existência é mais áspera para aqueles desprovidos de beleza, eles tendem a desenvolver outros talentos, a ser pessoas mais questionadoras e portanto mais agudas de pensamento do que os muito belos. E neste ponto você deve estar se perguntando: será verdade que o Mestre Delih está escrevendo um texto na linha Polliana? Ao que eu respondo: não estou, não. Porque não se iluda: as pessoas bonitas são indiscutivelmente mais felizes.
Mestre Delih
Está chupando limão."
Na recém encontrada fonte de alegria Uma Dama Não Comenta.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Então é Nataaaaal...
Morávamos no outro apartamento. Eu era criança. As festas de natal já eram lá em casa, sempre foram. Nessas ocasiões, eu costumava passar a maior parte da noite escondida atrás do sofá. Eu levava para lá os brinquedos que tinha recém ganhado, mais o prato com a janta e um copo de refri. Eventualmente, eu seqüestrava uma garrafa inteira, o que possibilitava uma freqüência ainda menor de saídas de trás do sofá. De tempos em tempos, quando as pessoas começavam a perguntar onde eu estava, eu aparecia, ficava um pouco com a família e, quando achava que a barra estava limpa, voltava para trás do sofá...
Sim, hoje muita coisa mudou. A família encolheu, o apartamento é outro e o sofá também. Hoje passo a festa com as pessoas de quem gosto, e ficamos juntos, e sinto saudade do meu avô, e sinto saudade do meu primo, e às vezes é ruim, mas a maior parte do tempo é bom.
Se eu aprendi a estar com as pessoas? Não. Isso tudo é só porque eu não caibo mais atrás do sofá.
Sim, hoje muita coisa mudou. A família encolheu, o apartamento é outro e o sofá também. Hoje passo a festa com as pessoas de quem gosto, e ficamos juntos, e sinto saudade do meu avô, e sinto saudade do meu primo, e às vezes é ruim, mas a maior parte do tempo é bom.
Se eu aprendi a estar com as pessoas? Não. Isso tudo é só porque eu não caibo mais atrás do sofá.
sábado, 22 de dezembro de 2007
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Roubado do Orkut da Rezinha
May the sun bring you new energy every day.
May the moon softly restore you by night.
May the rain wash away your worries.
May the breeze blow new strength into your being.
May you walk gently through the world and know its beauty all the days of your life.
Apache Blessing
May the moon softly restore you by night.
May the rain wash away your worries.
May the breeze blow new strength into your being.
May you walk gently through the world and know its beauty all the days of your life.
Apache Blessing
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Promessa
Como o calor de uma ausência recente.
Como a onda que molha a areia e depois recua.
Como o perfume de um estranho que nos lembra um momento bom.
Como a canção que uma criança balbucia enquanto brinca.
Como o silêncio que fica depois que a gente termina de rezar.
Eu vou estar aqui.
Como a onda que molha a areia e depois recua.
Como o perfume de um estranho que nos lembra um momento bom.
Como a canção que uma criança balbucia enquanto brinca.
Como o silêncio que fica depois que a gente termina de rezar.
Eu vou estar aqui.
Sabedoria televisiva
The goal in life is not to eliminate misery, it's to keep misery at the minimum.
House M.D.
House M.D.
sábado, 15 de dezembro de 2007
O pior, mas o pior mesmo
é que eu entendo.
Não muda nada, não ajuda em nada, não resolve nada.
Mas eu sei exatamente o que está acontecendo.
Não muda nada, não ajuda em nada, não resolve nada.
Mas eu sei exatamente o que está acontecendo.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Além de fonte para pesquisa ou deleite literário, a lírica galego-portuguesa do séc. XIII pode servir ainda – e servirá – como um interessante pretexto para essa breve e imprecisa reflexão a respeito do uso dos termos amigo/amiga. À época citada, as palavras amigo/amiga guardavam um duplo e belo sentido mais próximo do seu original. Em latim, Amicus não apenas denotava aquele por quem se tinha amizade, mas servia também para designar um favorito, um protetor, o homem amado. Amica, por sua vez, era aquela que ama, a amante, a amada. Ambos derivavam do verbo amare, que dispensa traduções.
Nas cantigas medievais galego-portuguesas, esse significado se preserva: o Eu-lírico feminino das Cantigas de Amigo utiliza indistintamente as palavras amigo/amado para referir-se ao seu objeto de afeição. Acostumado ao sentido distinto dos termos, o leitor contemporâneo talvez se confunda com isso, mas em pouco tempo percebe que a sua leitura ganha uma beleza adicional: o poema acaba por lhe oferecer a delicadeza de fundir os dois tipos de amor. O mesmo se passa nas Cantigas de Amor, nas quais o Eu-lírico masculino se refere igualmente a uma amiga/amada. (Ele se refere a ela, no entanto, principalmente como senhora, o que abre uma outra série de matizes que não nos interessa discutir aqui.)
O fato é que o duplo sentido do termo se conservou por longo tempo até que amigo/amado concentrassem significados diversos. Ainda no séc. XIX, Moraes e Silva considera amante como o segundo sentido do verbete amigo; amiga traz imediatemento o sentido de amásia, concubina. Apenas nos nossos dias os significados divergem no linguajar comum, mas ainda assim os dicionários conservam a origem e o sentido especial da palavra amigo.
É interessante observar que no francês deu-se fenômeno diverso, o duplo sentido conservou-se: petit ami/petite amie (literalmente pequeno amigo/pequena amiga) significam igualmente namorados, amados, amantes.
Acompanhar as palavras através dos séculos pode exigir um bocado de paciência e dedicação; para o verdadeiro filólogo, no entanto, não há nada mais fascinante.
Nas cantigas medievais galego-portuguesas, esse significado se preserva: o Eu-lírico feminino das Cantigas de Amigo utiliza indistintamente as palavras amigo/amado para referir-se ao seu objeto de afeição. Acostumado ao sentido distinto dos termos, o leitor contemporâneo talvez se confunda com isso, mas em pouco tempo percebe que a sua leitura ganha uma beleza adicional: o poema acaba por lhe oferecer a delicadeza de fundir os dois tipos de amor. O mesmo se passa nas Cantigas de Amor, nas quais o Eu-lírico masculino se refere igualmente a uma amiga/amada. (Ele se refere a ela, no entanto, principalmente como senhora, o que abre uma outra série de matizes que não nos interessa discutir aqui.)
O fato é que o duplo sentido do termo se conservou por longo tempo até que amigo/amado concentrassem significados diversos. Ainda no séc. XIX, Moraes e Silva considera amante como o segundo sentido do verbete amigo; amiga traz imediatemento o sentido de amásia, concubina. Apenas nos nossos dias os significados divergem no linguajar comum, mas ainda assim os dicionários conservam a origem e o sentido especial da palavra amigo.
É interessante observar que no francês deu-se fenômeno diverso, o duplo sentido conservou-se: petit ami/petite amie (literalmente pequeno amigo/pequena amiga) significam igualmente namorados, amados, amantes.
Acompanhar as palavras através dos séculos pode exigir um bocado de paciência e dedicação; para o verdadeiro filólogo, no entanto, não há nada mais fascinante.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Da Série Coisas que eu gostaria de ter escrito
"Dizem que se você acender umas velas, ficar na frente do espelho à meia-noite e repetir "supercordas" 7 vezes, uma delas aparece para você. Eu já tentei fazer isso, mas sempre fico com medo."
Mas quem escreveu foi ele.
Mas quem escreveu foi ele.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
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